Não se porta com indecência — Não é rude, nem voluntariamente ofensivo a ninguém. Rende a todos o que lhes é devido — Conforme o tempo, a pessoa e todas as demais circunstâncias. Não busca os seus próprios interesses — Comodidade, prazer, honra ou vantagem temporal. Sim, às vezes o amante da humanidade não busca, em certo sentido, nem sequer o próprio proveito espiritual: não pensa em si mesmo, enquanto o zelo pela glória de Deus e pelas almas dos homens o absorve. Mas, embora todo em fogo por esses fins, não se irrita à aspereza ou à indelicadeza para com ninguém. Provocações exteriores certamente ocorrerão com frequência; mas ele triunfa sobre todas. O amor não pensa mal — Não pode, é claro, deixar de ver e ouvir coisas más, e de saber que o são; mas não pensa mal de ninguém voluntariamente, nem infere o mal onde ele não aparece. Arranca, pela raiz, todo imaginar daquilo de que não temos prova. Lança fora todos os ciúmes, todas as suspeitas maliciosas, toda prontidão em crer no mal.