E ao conhecimento, o domínio próprio; e ao domínio próprio, a paciência — Suportar e tolerar; sustentar e abster-se; negar-se a si mesmo e tomar a cruz cada dia. Quanto mais conhecimento tiverdes, tanto mais renunciai à própria vontade e tanto menos vos indulgencieis. 'O conhecimento incha', e os grandes ostentadores de conhecimento (os gnósticos) foram os que 'converteram a graça de Deus em libertinagem'. Cuidai, pois, que o vosso conhecimento seja acompanhado de domínio próprio. O domínio próprio cristão implica a abstenção voluntária de todo prazer que não conduz a Deus, e estende-se a todas as coisas interiores e exteriores: o devido governo de cada pensamento e de cada afeto. É 'usar o mundo' de tal modo — usando as coisas exteriores e refreando as interiores — que tudo se torne meio para o que é espiritual, escada para subir ao que está acima. A intemperança é abusar do mundo: quem usa qualquer coisa cá de baixo sem olhar mais alto nem ir mais longe é intemperante; quem usa a criatura apenas para alcançar mais do Criador, esse sim é temperante, e anda como o próprio Cristo andou. E à paciência, a piedade — Seu apoio próprio: um senso contínuo da presença e providência de Deus, e um temor filial dele com confiança nele; do contrário, vossa paciência pode ser orgulho, aspereza, estoicismo — mas não cristianismo.