E o sétimo anjo tocou — Esta trombeta contém os eventos mais importantes e jubilosos, e torna todas as trombetas anteriores matéria de alegria para todos os habitantes do céu. A alusão, nesta e em todas as trombetas, é às usadas nas solenidades festivas. Todas as sete trombetas foram ouvidas no céu; talvez a sétima haja de ouvir-se um dia também na terra (1Ts 4.16). E houve grandes vozes — Dos vários cidadãos do céu. Na abertura do sétimo selo houve 'silêncio no céu'; ao soar da sétima trombeta, grandes vozes. Isto por si só basta para mostrar que os sete selos e as sete trombetas não correm paralelos. Logo que o sétimo anjo toca, o reino passa a Deus e ao seu Cristo. Isso aparece imediatamente no céu, e ali é celebrado com jubiloso louvor; mas na terra várias ocorrências terríveis devem aparecer primeiro. Esta trombeta compreende tudo o que se segue destas vozes até Ap 22.5. O reino do mundo — Isto é, o governo real sobre o mundo inteiro e todos os seus reinos (Zc 14.9). Tornou-se do Senhor — Esta província esteve nas mãos do inimigo; agora retorna ao seu legítimo Dono. No Antigo Testamento, de Moisés a Samuel, o próprio Deus era o Rei do seu povo; e o mesmo será no Novo: ele mesmo reinará sobre o Israel de Deus. E do seu Cristo — Este título lhe é dado agora pela primeira vez desde a introdução do livro, à menção do reino que sobre ele recai sob a sétima trombeta. Ungiam-se profetas e sacerdotes, mas especialmente reis; donde o termo 'o Ungido' se aplica propriamente a um rei. Tornou-se — Na realidade, todas as coisas (e assim o reino do mundo) são de Deus em todas as eras; contudo, Satanás e o presente mundo, com seus reis e senhores, levantaram-se contra o Senhor e contra o seu Ungido. Deus agora põe fim a essa monstruosa rebelião e mantém o seu direito sobre todas as coisas.