Que diremos, pois? — Esta é uma espécie de digressão, até o início do próximo capítulo, na qual o apóstolo, para mostrar do modo mais vivo a fraqueza e ineficácia da lei, muda de pessoa e fala como de si mesmo acerca da miséria de alguém debaixo da lei. Isto Paulo faz com frequência quando não está falando da sua própria pessoa, mas apenas assumindo outro caráter (Rm 3.5; 1Co 10.30; 4.6). O caráter aqui assumido é o de um homem primeiro ignorante da lei, depois debaixo dela, esforçando-se sincera, mas ineficazmente, por servir a Deus. Ter dito isto de si mesmo, ou de qualquer verdadeiro crente, teria sido estranho a todo o escopo do seu discurso; sim, inteiramente contrário a ele, bem como ao que é expressamente afirmado em Rm 8.2. É a lei pecado? — Pecaminosa em si mesma, ou promotora do pecado. Eu não teria conhecido a cobiça — Isto é, o mau desejo. Não a teria conhecido como pecado; sim, talvez nem soubesse que tal desejo existia em mim: ele não aparecia, até ser despertado pela proibição.
Nota do editor
Nota editorial: registre-se a leitura de Wesley, importante para a tradição wesleyana: o 'eu' de Romanos 7.7-25 não descreve o cristão normal, mas o homem sob a lei — sinceramente esforçado, porém ainda não liberto pelo Espírito (contraste com Rm 8.2). O capítulo 7 é o retrato do despertar; o capítulo 8, o da libertação.